Havia algo pesado no ar, como se a floresta soubesse que estava prestes a testemunhar mais um erro humano sendo selado. Entre raízes grossas que rasgavam o chão e pedras cobertas de musgo úmido, Sandra avançava com passos firmes, seguros demais para alguém que caminhava no escuro. O corpo ainda estava humano, mas havia algo predatório na maneira como os ombros se moviam, como se a loba estivesse logo abaixo da pele, impaciente.
Amélia vinha logo atrás, tropeçando mais de uma vez, os joelhos ral