36. Controle
Ela ainda estava me olhando. Não com raiva, nem surpresa, mas com um tipo de atenção que me deixava desconfortável, como se ela estivesse enxergando mais do que eu queria mostrar.
— Você não precisava falar assim — disse, por fim.
Cruzei os braços automaticamente.
— Falar como?
— Como se eu não pudesse responder uma pergunta simples.
Soltei o ar pelo nariz, impaciente.
— Você está aqui trabalhando.
Ela franziu levemente a testa.
— E isso me impede de falar com alguém por dois minutos?
— Depende