O telefone tocou quando eu menos esperava.
Curto.
Direto.
Como tudo que vinha dando errado… e certo ao mesmo tempo.
Atendi no primeiro toque.
— Fala.
Do outro lado, a voz veio rápida.
Tensa.
— Arthur, é o Jonas. Posto na saída da rodovia. Acho que tenho algo.
Meu corpo inteiro ficou alerta na hora.
— Fala direito.
— Um cara passou aqui há uns quarenta minutos. Ferido. Sangrando na mão. Pagou em dinheiro, não quis olhar na câmera… mas—
— Mas?
— Eu reconheci.
Silêncio.
Pesado.
— R