A viagem para Milão foi um borrão de luzes de rodovia e um silêncio cortante dentro do carro blindado de Bruno. Eu olhava pela janela, vendo a silhueta da Toscana sumir, e com ela, a imagem de Lorenzo de joelhos no mármore. Bruno não disse uma palavra, mas sua mão descansava sobre a minha coxa de forma possessiva, como se estivesse marcando o novo território que acabara de conquistar.
Quando chegamos à cobertura de Bruno no centro de Milão, a realidade me atingiu. Era um lugar frio, moderno, ch