May Alencar
Acordei com o som da porta se abrindo devagar. Minha mãe entrou, ajeitando a bata no corpo, como quem já estava acordada há horas.
— São… que horas? — perguntei, ainda com a voz pesada de sono.
— Sete da manhã. Seu pai saiu cedo hoje. Parece que tinha um serviço dentro de um condomínio, algumas horas daqui. — Ela se aproximou, pousando uma mão suave no meu ombro. — Ah… Hunter me mandou mensagem no meu celular. Disse que vem nos buscar para almoçarmos fora.
Revirei os olhos.
— A