O sedã preto alugado parou a um quarteirão de distância da sede da Construtora Monteverde. O trânsito na Avenida Faria Lima estava um caos, engarrafado por uma frota de carros blindados, limusines e viaturas da Polícia Militar que faziam o cordão de isolamento. O prédio de vidro espelhado de sessenta andares erguia-se contra o céu nublado de São Paulo como um monólito de arrogância, iluminado por holofotes gigantescos que cruzavam as nuvens.
A calçada estava tomada por uma horda de repórteres,