O elevador panorâmico de vidro subiu os sessenta andares em um silêncio fúnebre. As luzes da cidade de São Paulo brilhavam lá embaixo, um mar de faróis vermelhos e brancos se distanciando, enquanto eu era levada para o topo da cadeia alimentar.
Augusto Monteverde estava parado ao meu lado. A respiração dele era pesada, o cheiro de uísque e pânico exalando dos poros do homem que sempre controlou tudo. Atrás de nós, os dois guarda-costas de elite dele — mercenários de terno que não usavam crachás