Marlene recebeu Damián com um pouco de surpresa e desconfiança. Ela não havia feito nenhum pedido para que ele estivesse ali, então cruzou os braços e lhe lançou um olhar inquisitivo.
— O que você está fazendo aqui? Por acaso eu pedi algo e esqueci? Explique-me a razão pela qual você veio até minha casa.
Damián, o asiático, parecia um pouco nervoso, como se estivesse prestes a dizer algo de que não tinha certeza.
— Eu vim até aqui porque quero te dizer algo importante.
— Diga logo, não tenho muito tempo.
Damián respirou fundo e tomou coragem.
— O que eu quero te dizer é que eu gosto muito de você e talvez eu tenha pensado que nós dois poderíamos começar um relacionamento. Eu não me atrevi a te dizer antes porque não achei conveniente, mas agora...
Marlene, com um sorriso venenoso, não demorou a interrompê-lo.
— E o que você pensa, que agora é conveniente? Porque, que eu saiba, o que você está dizendo é uma bobagem. Não espere que eu confunda as coisas.
Damián se sentiu humilhado diant