Haidar empurrou lentamente a porta do quarto onde Brenda estava. O som era apenas um sussurro, mas para ele ressoou como uma tempestade em sua mente. Quando ele entrou, seus olhos pousaram imediatamente na figura de sua esposa, repousando naquela cama de hospital. Seu rosto pálido e sua aparente fragilidade o atingiram como um tapa. Era a mesma mulher que ele havia prometido proteger, amar e cuidar... e agora ela estava ali, porque ele havia falhado fragorosamente.
O ar no quarto parecia pesado, como se as próprias paredes o julgassem por seus erros. Sua respiração estava irregular, e os passos que o aproximavam de Brenda não tinham a firmeza que sempre o caracterizou. Aquela segurança que era tão dele o havia abandonado completamente.
— Brenda… — ele pronunciou o nome dela em um sussurro quase inaudível enquanto se aproximava. Sentia que o chão tremia sob seus pés, ou talvez fosse seu próprio corpo, sacudido pela culpa e pelo medo. — Me perdoa... eu sinto muito, Brenda — ele murmurou