Enquanto Alexandra dormia, seu sonho logo se tornou um pesadelo sombrio, uma recriação vívida dos momentos mais dolorosos de sua vida. Aquelas lembranças que ela carregava enterradas profundamente em seu coração começaram a emergir com força, revivendo aquele dia fatídico que havia marcado sua alma para sempre.
Alexandra estava na cozinha da mansão Abdelaziz quando o telefone principal tocou. Rapidamente, ela atendeu a linha, como era seu costume.
— Família Abdelaziz, com quem eu falo?
— Alexandra, sou Abdul — respondeu o homem do outro lado da linha. — Você poderia dizer a Amira que eu quero falar com ela? É algo importante.
— É claro, senhor. Imediatamente eu aviso sua esposa para que ela o atenda.
Alexandra desligou e foi em busca de Amira, que descansava em seu quarto. Ao informá-la que Abdul estava na linha, a mulher se apressou a pegar o telefone com um sorriso no rosto. Sua voz estava cheia de calor e amor enquanto falava com seu marido.
— Olá, querido. Que surpresa agradável —