Mundo de ficçãoIniciar sessãoPOV: HAPHEL
— Acha que eu sempre fui o barqueiro da morte? — A pergunta de Caronte me atingiu de forma inesperada, me obrigando a encarar aquilo com mais seriedade. — Por que acha que não sinto nada?
— Pela forma como lidou com aquela alma. — Indiquei com a cabeça, soltando um suspiro lento enquanto observava o movimento do barqueiro. — Você parece acostumado com a morte.
— Ninguém se acostuma com luto e perdas, filha de Lilith. — Ele me cortou de forma sombria, olhando para mim de lado com aquele olhar pesado e escuro. — É impossível se acostumar com a dor, com a saudade e com o vazio deixado por quem não volta mais.
"Ele fala como alguém que conhece essa dor de perto…"
— Eu sei disso. — Minha voz saiu firme, mas baixa. — Só achei que… por lidar c







