Cristal
Deitada na penumbra do meu quarto, o peito ainda subindo e descendo em solavancos, fungo baixinho enquanto encaro o teto frio, a solidão daquela casa parece me esmagar. Enquanto limpo as lágrimas que insistem em escorrer pela minha têmpora, fico remoendo tudo o que precisei sangrar para chegar até aqui.
Sempre foi assim, tive que aprender a lutar e trabalhar muito cedo, logo após o ensino médio, porque permanecer sob o mesmo teto que a minha mãe se tornou uma tortura insuportável. Doía