Lucretia entrou na packhouse e olhou para cima, para as escadas. O pai dela estava ali, com certeza. Ela começou a subir, degrau por degrau, calmamente, tentando não fazer barulho. Não havia sinal de ninguém por perto, mas ela não podia arriscar, ainda mais que Jeanne tinha seus informantes, seus lacaios fiéis.
O corredor estava vazio. Todas as portas, fechadas. Pelo menos Lucretia sabia que Deidra não surgiria do quarto para estragar o plano dela. Nem Kolby.
Ao caminhar lentamente, buscando dar passos leves, Lucretia ouviu vozes baixinhas, como sussurros. Ela passou a língua pelos lábios ressecados de nervosismo e acelerou um pouco as passadas, mas ainda assim, silenciosamente.
— Isso está saindo do controle! — Era a voz de Jeanne. — E se ela descobrir?
Como não houve uma resposta, Lucretia concluiu que Jeanne estava falando ao telefone. Chegando bem perto da porta, ela esticou um pouco o pescoço e viu enquanto a madrasta andava de um lado para o outro, com uma mão levantada para