Roberto empurrou a porta e entrou.
Clara pensou que Jorge tivesse voltado e, animada, chamou:
— Mano...
Mas, ao ver Roberto, seu olhar se apagou na hora e engoliu o que ia dizer.
Ela parecia um cachorrinho abandonado, tão triste e indefesa.
Roberto pegou um lenço de papel e enxugou suas lágrimas.
— Eu realmente não entendo... Você se importa tanto com seu irmão, por que não dá o braço a torcer?
— Eu não fiz nada de errado, por que eu deveria? — Clara rebateu, com a voz embargada. — Eu nem me imp