Claire
A noite havia sido longa. Depois de deixar o hospital com Gabriel, deitei-me no sofá da sala, abraçada ao vazio do silêncio. O relógio tiquetaqueava, uma lembrança implacável de que o tempo passava, mas para Lucas, ele parecia ter congelado.
Gabriel dormia tranquilamente no quarto ao lado. O pequeno ainda carregava uma esperança que eu temia perder. Toda vez que ele dizia "O papai vai lembrar", eu sentia meu coração se partir em dois — metade ansiava por isso com todas as forças, enquant