CLAIRE
Os dias passavam, e minha esperança oscilava como as marés. Cada pequeno avanço de Lucas era um alívio, mas as lacunas em suas memórias eram um lembrete constante do que havíamos perdido. Apesar disso, algo nele começava a mudar. Havia uma gentileza renovada em seus gestos, uma vulnerabilidade que antes ele raramente demonstrava.
Naquela manhã, acordei com Gabriel pulando na cama, sua risada iluminando o quarto. Ele carregava um desenho nas mãos, uma folha cheia de rabiscos coloridos.
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