Anne Smith
Apesar de tudo, eu jamais poderia deixar minha mãe ao relento e, honestamente, senti uma fagulha de esperança ao vê-la depois de tanto tempo. Talvez ela pudesse ter mudado, talvez até tivesse largado o cara com quem estava namorando. Tantas coisas se passaram em minha mente quando a vi em minha frente, tantas possibilidades. Porém, infelizmente, todas as minhas expectativas se frustraram na manhã seguinte. Absolutamente todas.
Assim que abri meus olhos pela manhã, a primeira coisa que pensei foi: “minha mãe está aqui”. Sorri abertamente pensando nas milhares de coisas que poderíamos fazer juntas ao fim do dia. Levantei, fui direto para o banho e, após estar pronta para encarar mais um dia de trabalho, me direcionei até a sala, onde a deixei, para lhe desejar um bom dia.
No sofá não havia ninguém, estava vazio e arrumado.
— Mãe? — chamei, pensando que talvez ela estivesse escondida, tentando brincar comigo ou algo do tipo.
Mas não havia lugar para ela se esconder, porque a