A chuva da madrugada havia lavado a terra vermelha da Fazenda Águas Profundas, deixando o ar impregnado pelo perfume de folhas molhadas e madeira úmida.
O lago despertava lentamente sob um manto de névoa, refletindo apenas fragmentos do céu acinzentado que começava a clarear.
Ao longe, o relinchar dos cavalos quebrava o silêncio da manhã, seguido pelo som metálico dos portões sendo abertos para mais um dia de trabalho. Tudo parecia igual aos outros amanheceres.
Mas não estava.
A guerra havia