A tarde avançava preguiçosa enquanto Isabella cruzava o velho portão de ferro, pintado de branco e já descascado pelo tempo. A casa dos avós era um retrato da infância, intacta, suspensa num lugar onde o tempo andava mais devagar.
Sua avó, já a esperava na porta com um sorriso cheio de rugas e saudade. Os olhos marejados denunciavam a emoção contida.
— Minha menina... você veio mesmo! — sussurrou, envolvendo Isabella num abraço apertado, com cheiro de lavanda e pão doce.
— Claro que vim, vó. Não