Mia seguiu a enfermeira pelo corredor curto, os passos acelerados ecoando apenas por alguns segundos antes de ela se deparar com a cena que faria seu mundo desabar.
No centro da sala de emergência, o corpo minúsculo de Luke estava sobre a maca, pálido e imóvel. O Dr. Rafael Blackwolf gritava ordens, sua voz firme mas carregada de pânico:
— Duzentos! Afastem-se! — comandou, segurando os paddles com mãos trêmulas. — Vamos, Luke! Não se entregue!
Mia sentiu o ar faltar. Colocou as mãos sobre o peito, incapaz de suportar a dor que atravessava cada fibra do seu ser. Cada movimento da equipe, cada choque aplicado ao seu filho, era como se alguém perfurasse sua própria alma.
— Não... não... — murmurou, as lágrimas queimando o rosto. O coração dela parecia prestes a explodir, impotente diante da fragilidade de Luke, enquanto a linha plana no monitor cortava a esperança como uma lâmina afiada.
O segundo choque falhou. O som plano do monitor era o estalar do último fio de sanidade de Mia. A raz