— Eu ainda não tenho o valor para te pagar, senhor Morano! — Ela tentou explicar.
— Não é sobre isso que vim falar… — A voz cheia de aspereza se pronunciou.
— Podemos conversar depois? Eu ainda tenho muito trabalho e o gerente está me vigiando — retrucou Luísa, evitando encarar diretamente aquele olhar que parecia devassar a sua alma.
Paolo deu mais um passo para frente, encurtando ainda mais a distância entre os dois.
— Tem que ser agora, — insistiu, num tom que beirava o imperativo.
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