O movimento na lanchonete estava agradável: os clientes conversavam tranquilamente, o som dos copos e talheres preenchia o ar, e tudo parecia correr bem. Até que um zunido agudo, insuportável, perfurou os meus ouvidos como uma adaga. Tentei me manter firme, agir normalmente, fingir que nada acontecia — mas a dor só cresceu, se espalhando como fogo por dentro da minha cabeça.
Não consegui mais segurar: a bandeja escorregou das minhas mãos e os pratos se quebraram no chão com um estrondo que par