— Obrigada. De verdade. Eu nunca esperei isso de você. Achei que ia me humilhar, ou me mandar voltar pra mesa. Mas você... foi amiga. Isso... isso salvou meu dia.
Dou um abraço nela. Sincero. Quente. Quando ela me solta, pergunto:
— Eu posso ir?
— Vai pra onde?
— Sair daqui. Dessa empresa. Desse ciclo. De mim mesma.
Vou até a pia. Jogo água no rosto. Mas antes de levantar, o enjoo retorna com força. Vomito no lavatório.
— Merda. — sussurro.
— Eu sabia! Você tá grávida! — ela exclama.
— O quê?