O som das máquinas preenchia o pequeno quarto branco de um jeito quase cruel. Um bip constante, regular, insistente — às vezes eu odiava aquele som, às vezes me agarrava a ele como se fosse a única coisa mantendo Misa comigo. Dormir ali era impossível; acordar, pior ainda. Sempre o mesmo pesadelo: o estampido seco, o impacto, o corpo dele caindo. Eu acordava arfando, o coração disparado, a garganta fechada.
Eu estava com medo.
Medo de tudo.
Doía vê-lo desacordado, cheio de tubos, tão imóvel. Mi