Ele abriu passagem.
O porteiro do prédio nos recebeu com um sorriso surpreso, aqueles sorrisos que pedem fofoca sem dizer uma palavra. Eu retribuí com um aceno rápido, sem energia pra nada além de respirar. Ele olhou para as crianças, curioso, como se estivesse tentando confirmar a história que certamente já circulava.
Assim que entramos no elevador, as paredes de aço e o silêncio do compartimento me deram uma sensação de abrigo, como se eu tivesse fechado a porta do mundo do lado de fora.
Llot