Melinda
Entro no quarto e, por alguns segundos, fico parada na porta. É grande, claro e limpo demais. Parece outro mundo, muito diferente daquele quarto simples em que o vovô estava antes, com paredes descascadas e o som constante das máquinas dos outros pacientes.
Agora há uma janela enorme, cortinas brancas, uma televisão presa na parede e até uma poltrona confortável ao lado da cama.
Sinto meu coração apertar.
— Meu Deus, vovô — murmuro, dando alguns passos lentos até a beirada da cama.