Melinda
Eu abro só uma fresta da porta para ver se ele foi embora. É um erro. O empurrão dele vem como uma onda, a madeira bate na parede e o som ecoa pelo corredor. O cheiro de cigarro e álcool invade meu apartamento antes mesmo do corpo dele cruzar a soleira.
— Tá achando que pode brincar comigo, Melinda? — ele cospe as palavras, andando na minha direção como um animal. — Chega de desculpinha. Eu quero meu dinheiro agora.
— Tom — tento recuar, manter alguma distância entre nós — eu já f