Damon
O chão parece sumir. As imagens do rosto do velho, o sorriso cansado, a voz rouca dizendo que eu era forte, me pedindo para cuidar dela se embaralham. E eu prometi. Prometi.
Me forço a ficar de pé, mesmo com as pernas vacilantes e a dor de cabeça absurda. Meu corpo parece querer desabar, mas eu aguento. Eu mereço sentir cada pontada, cada vertigem.
— Ela passou por isso sozinha — murmuro, quase sem ar. — Sozinha, por minha culpa. — Ernesto tenta me segurar, mas eu o empurro de leve. —