Melinda
Natalie abre a porta assim que eu bato, e o rosto dela muda para preocupação imediata sem que eu precise dizer uma palavra. Entro, e tudo que consigo fazer é soltar um suspiro cansado antes que as lágrimas comecem a cair de novo.
— Obrigada. — Minha voz sai falha, quase um sussurro. — Obrigada por me deixar ficar.
Ela fecha a porta devagar, me puxa pela mão até o sofá, e se senta ao meu lado. O olhar dela é suave, mas carregado com uma raiva contida.
— Claro que pode ficar, Theo —