Boris atravessou o grande salão da mansão onde morava, e caminhou tranquilamente, com seus passos elegantes de sempre, mas sentindo um peso enorme nas costas, uma dor surda que não saía de dentro, que parecia crescer cada vez que ele voltava àquele lugar.
Ele entrou no quarto do seu pai. O ambiente era escuro, com pouca luz, apenas o brilho fraco de algumas velas, e o cheiro de morte e podridão pairava no ar, denso e inevitável.
Seu pai estava cadavérico, literalmente acabado. A pele pálida