ADELINE DE FILIPPI
Entrei no escritório com o coração tremendo.
Papai estava ali, lendo algo no laptop, mas levantou o olhar assim que abri a porta.
E soube.
Ele sempre sabe.
Fechei a porta atrás de mim.
Respirei fundo.
—Pai… quero falar com você.
—Sobre o Lucien?
Assenti.
Sentei-me diante dele; não conseguia ficar de pé.
Minhas mãos tremiam.
Meu peito também.
—Ele me pediu pra ir com ele pra Itália —disse, sem rodeios.
Vi a mandíbula dele se contrair.
Mas ele não disse nada.
—E eu quero ir —co