CAPÍTULO TREZENTOS E VINTE E SETE — O SOM DA MINHA VOZ.
ELISA RIVER.
Um mês e meio havia passado e eu ainda estava me acostumando com a sensação. A sensação de simplesmente… falar. Sem precisar pensar em cada sílaba. Sem precisar travar no meio da palavra. Nem precisar lutar para encontrar algo tão simples quanto uma frase. Não era perfeito. Ainda tropeçava em algumas palavras mais difíceis. Ainda havia momentos em que minha mente parecia correr mais rápido do que minha boca. Mas estava muito melhor.
Naquela manhã, peguei Melissa no colo e fiquei al