CAPÍTULO CENTO E VINTE — ELE NÃO NOS QUER POR PERTO.
ELISA RIVER.
Eu nunca vou esquecer o som da voz dele quando falou comigo.
Não pelo tom — frio, irritado, distante —, mas pelo vazio que carregava. Cada palavra que Victor disse foi como um golpe direto no meu peito, arrancando o ar dos meus pulmões sem piedade. Ele olhava para mim como se eu fosse uma intrusa. Como se eu fosse um erro ali no quarto dele.
Me senti péssima. Ele me olhava como se eu fosse uma criminosa, que tentava lhe dar um golpe.
E quando ele ordenou que eu saísse… quando mando