O silêncio naquela sala era mais do que a ausência de som; era uma entidade palpável, carregada de uma tensão tão espessa que quase se podia cortar com uma faca. Angela estava sentada ao lado de Nikolai, a distância entre eles gritando mais alto do que qualquer palavra. Seu vestido rosa, que antes me parecera um símbolo de inocência juvenil, agora parecia um véu frágil, quase transparente diante da brutalidade implícita na postura de Nikolai. Seus olhos, antes brilhantes, estavam opacos, obsc