Capítulo 74 — O som do inferno
Narrador:
O som foi seco. Breve. Cortante.
Um toque de campainha.
Os três ficaram imóveis.
Durante um segundo eterno, ninguém respirou. Ninguém piscou. O ar dentro da casa ficou pesado, como se alguém tivesse fechado uma porta invisível. Eloísa sentiu o coração subir até a garganta e ficar lá, batendo, descompassado.
O som voltou a ser ouvido.
Agora mais claro. Mais próximo.
Não vinha de fora. Não vinha da noite. Não vinha do campo. Vinha de Tony.
O telefone vibra