Denner Menegaço
Desconfiado. Era assim que eu me sentia.
Leonardo enrolou para me dizer de qual agência havia vindo a acompanhante. A mulher que me acompanharia naquele jantar de negócios precisava ser exuberante o bastante para distrair o senhor Vargas — o investidor espanhol mais difícil de se ludibriar. Não bastava ser bonita. Tinha que hipnotizar.
Depois da desconfiança, veio a irritação pelo atraso da “noiva”. Eu prezava pela pontualidade e detestava esperar.
Com o celular no ouvido, li