Dante Menegaço
Briguei, argumentei, roguei para que me deixassem sair ao menos à revelia. Expliquei que meu filho corria perigo; simplesmente, não me deram ouvidos.
O médico foi irredutível: disse que, no meu caso, não haveria possibilidade, pois, como minha lesão foi no cérebro e fiquei muito tempo em coma, eu, provavelmente, não estava agindo de maneira consciente e equilibrada. Por isso, ele tinha o poder de não permitir que eu saísse. Então eu estava desequilibrado do ponto de vista dele?