Os dois meses sem Alina foram um purgatório, um vazio que eu preenchia com raiva e culpa, raiva por tudo o que a fiz passar e a culpa que me rasgava como um lembrete de que eu a fiz partir. As noites o meu tormento era ainda maior, não importava se trabalhasse até a exaustão, meu lobo ainda uivava para a lua se sentindo solitário.
Meu escritório na sede da reserva era um caos de mapas amassados, relatórios espalhados, reflexos das minhas tentativas incansáveis de encontrá-la. Quando o celular v