A porta da sala do conselho se fechou com força.
O som ecoou como um ponto final mal colocado.
Helena Brandão permaneceu de pé por alguns segundos, encarando o lugar vazio onde Lívia havia estado sentada minutos antes. O silêncio que se seguiu não era de luto. Era de cálculo.
— Ela não vai durar — disse Helena, por fim, virando-se lentamente. — Nenhuma mulher sem sobrenome dura nesse lugar.
Augusto Brandão ainda estava de pé, as mãos apoiadas na mesa, o maxilar rígido demais para alguém que tentava parecer calmo.
— Não se trata só dela — respondeu. — Trata-se do controle. Do legado. Do que Eduardo fez… — Ele respirou fundo, irritado. — Do que ele ousou fazer.
Rafael foi o primeiro a rir.
Sentado de forma relaxada demais na cadeira, girava uma caneta entre os dedos como se estivesse entediado.
— Vocês estão reagindo como se ela fosse uma estrategista genial. — disse. — Ela é só uma mulher assustada com um poder grande demais para entender.
— Exatamente — Helena respondeu, seca. — E é p