A reparação não começou com dinheiro.
Começou com escuta.
Na manhã seguinte às primeiras prisões e sanções, Lívia recebeu um documento preliminar — poucas páginas, linguagem técnica, termos cautelosos. Não era sentença. Não era acordo.
Era algo inédito:
“Proposta inicial de mecanismo internacional de reconhecimento e reparação.”
Ela leu em silêncio, sentada à mesa, sentindo o peso real de cada palavra.
— Eles não estão chamando de indenização — observou.
— Porque ainda não sabem o tamanho do da