O controle não voltou como força.
Voltou como silêncio organizado.
Lívia percebeu isso ao acordar naquela manhã sem o coração disparado. O corpo ainda estava cansado, mas não em alerta. A mente não começou o dia antecipando tragédias.
Ela sentou na cama e respirou fundo.
Uma vez.
Duas.
O ar entrou sem resistência.
Não era paz.
Era espaço.
Na mesa do café, Dante observava em silêncio enquanto ela comia devagar, sem pressa, como se cada gesto fosse deliberado.
— Hoje eu quero ir ao prédio — Lívia