O carro avançava pelas ruas ainda escuras da cidade, rápido demais para aquela hora da manhã.
Lívia observava o movimento borrado pela janela sem realmente ver nada. O corpo inteiro estava tenso, como se ainda esperasse a porta do elevador se abrir de novo — como se aquele homem pudesse surgir outra vez.
— Respira — Dante disse, firme, sem tirar os olhos da rua.
Ela tentou.
O ar entrou curto. Saiu pior.
— Ele sabia meu nome. — A voz dela saiu baixa. — Sabia onde eu moro. Sabia que eu tinha rece