ANGELINE HARRINGTON
Ainda contra a vontade de Nikolai — que insistira que eu ficasse na cama — levantei-me e desci para falar com Arkady. Pela primeira vez, vi um brilho no olhar do velho lobo que não era de cálculo ou estratégia. Era algo mais suave, quase humano.
— Como você está, menina? — ele perguntou, a voz grave mas com um tom que eu nunca ouvira.
— Bem, senhor Volkov — respondi, tocando meu ventre instintivamente. — Eu gostaria de agradecer ao senhor por ter feito a minha proteção. Sint