O quarto mergulhou em um silêncio absoluto.
Ninguém ousava tocar no envelope.
Caetano permanecia parado diante da mesa, como se o simples gesto de abrir aquela carta pudesse mudar toda a sua vida.
Alina aproximou-se devagar.
— Você não precisa fazer isso sozinho.
Ele levantou os olhos.
Encontrou o olhar dela e respirou profundamente.
Depois passou os dedos pela borda do envelope.
O papel estava amarelado pelo tempo.
As extremidades já apresentavam pequenos sinais de desgaste.
Era evidente que a