ALEXIA DINIZ
Os dias se transformavam em semanas, e a UTI neonatal, antes um lugar de apreensão constante e de bipes que marcavam a fragilidade da vida, começava a se tornar um cenário estranhamente familiar, quase um lar temporário. Cada enfermeira que se tornava um rosto amigo, cada médico com suas palavras ponderadas, cada bip rítmico dos aparelhos que monitoram a respiração de Pietro, tudo se gravava em minha memória com uma intensidade peculiar. Mas a cada dia que Pietro ganhava um pouc