QUANDO O CORPO LEMBRA
Helena acordou antes do despertador.
Não foi um sonho. Foi o corpo.
O suor frio escorria pelas costas, colando a camiseta à pele.
A respiração vinha curta, irregular, como se ainda estivesse correndo ou se escondendo.
O coração batia forte demais para o silêncio do quarto.
Ela levou a mão ao abdômen instintivamente.
Inteiro.
Presente.
Seguro.
Demorou alguns segundos até que o quarto voltasse a existir de verdade:
A parede clara, a luz fraca do corredor, o som distant