O Corpo Como Escudo
A madrugada avançava com a lentidão típica das horas em que o perigo prefere se mover.
Helena sabia disso.
Era sempre assim:
O silêncio excessivo, o intervalo entre uma troca de turno e outra, o momento em que a vigilância humana lutava contra o cansaço biológico.
Ela estava acordada.
Sentada na sala de monitoramento secundária, com a jaqueta tática aberta apenas o suficiente para aliviar a pressão no peito, Helena acompanhava três telas simultaneamente.
Não era ansieda