Depois que Aurora falou meu nome, a casa nunca mais pareceu a mesma.
Não porque algo visível tivesse mudado, mas porque o silêncio ganhou outra textura. Antes, ele era rígido, defensivo, quase hostil. Agora, parecia atento, como se observasse cada passo, cada respiração, cada pensamento que ousasse existir fora do controle imposto por anos naquela mansão.
Aurora voltou ao desenho como se tivesse apenas respirado um pouco mais fundo. Como se falar não tivesse sido um evento histórico, mas um mov