Uma nova semana despontava, e cada canto da cidade respirava um clima diferente. Isadora enfrentava o pré-natal com a mente atada em dúvidas, cada pensamento uma corrente invisível que apertava o peito. Úrsula se aventurava na terapia, hesitante no começo, mas lentamente cedendo, permitindo-se desfiar os fios de um passado que ainda a assombrava. Cada sessão era um mergulho silencioso em lembranças dolorosas, compartilhadas com a terapeuta de meia-idade, olhos analíticos e palavras precisas, que pareciam medir cada revelação, cada fenda em sua fortaleza.
Murilo a esperava na recepção com constância silenciosa. Trajava pequenos gestos de cuidado: um lanche aqui, um olhar acolhedor ali, que Úrsula, a princípio, recusava. Mas logo aceitou, e caminhavam lado a lado pelas ruas, mãos entrelaçadas, um casal autêntico aos olhos de quem observasse.
Enquanto isso, Lívia descobria uma nova faceta de si mesma. As conversas com Lucas se intensificavam, dia e noite, atravessando limites sutis de in