A tensão paira no ar como eletricidade acumulada. Celina permanece ali, imóvel, os olhos fixos em Dante.
— Olha, eu não... — Dante dá um passo à frente, o maxilar trincado, se odiando por ter permitido que a raiva o fizesse ter dito o que não deveria.
Mas Celina ergue a mão com firmeza, a expressão dura e o olhar feito navalha.
— Não precisa se explicar, detetive — a voz de Celina corta o ar como vidro se estilhaçando. — Eu sou só um item na sua lista, não é? Uma aquisição. Como uma arma nov